terça-feira, 30 de agosto de 2011

O sujo bonito.

O valor da confiança se dissolveu na noite.
Na escuridão de cada um restou teorias. O sentimento indecifrável racionalizado, nessa tradução, perde todas as coisas boas que o deixavam confuso.
Resta essa desconfiança asquerosa, esse tratar medonho, essa animalesquidade que só leva em conta o egoísmo. Todas aquelas coisas belas da manhã não se ve mais, melhor mesmo andar cego-alheio ao que pode se passar ao outro, pois não importa o que passa, mas o que acha que passa.
Já raramente vejo a manhã. A noite triunfou disfarçada. A corrida acelera. Fico pra traz.

Te escrevo isso homem. Sem nenhum 'ser', pois se for isso, prefiro não ser.
Meu braço direito já dói. Já nem posso lutar. Quero te esquecer nesse buraco longe das estrelas que voce se enfiou.

Alvaro Maia.